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Cultura de segurança: por que trazer para dentro das organizações?

Cultura de segurança é cultura de solidariedade!


Preservar-se também é um ato político. Foto: Julia M / Projeto Banana-Terra, edição Norte

O ativista sul-africano Kumi Naidoo costuma dizer que para o nosso trabalho resultar em mudanças efetivas para um mundo melhor, precisamos escolher uma luta e permanecer nela por muitos anos, persistentemente. E que, para isso, precisamos viver por muito tempo, com qualidade, saúde, bem-estar. Logo, autocuidado e segurança são elementos fundamentais para um ativismo eficiente.


Quem se dedica a defender direitos humanos o faz de forma intensa e apaixonada, o que pode ser bastante arriscado. Falar de segurança caso a caso não é suficiente: é preciso refletir sobre e construir ativamente uma cultura de segurança dentro das organizações e movimentos sociais.


A adoção de políticas, protocolos e processos de segurança bem definidos em relação a equipes, parceiros e beneficiários de projetos e campanhas é o primeiro passo para a construção de uma cultura de segurança, que contribui para um ambiente mais saudável, bem-estar das equipes e maior eficiência no alcance dos objetivos institucionais.


Dá uma olhadinha nesse vídeo sobre mapeamento e mitigação de riscos do Projeto Banana-Terra, que tive a honra de co-coordenar.

É importante lembrar que as organizações são feitas de pessoas. Estabelecer uma cultura de segurança é, também, cuidar delas.


Algumas organizações já vêm sistematizando aprendizados e orientações sobre segurança para ações de campanha e ativismo, tanto em ambiente digital como presencial. Vejam algumas delas a seguir.


Em português

  • Um guia para mudar o mundo: no site do Projeto Banana-Terra vocês podem fazer download do e-book, que explica a metodologia da Matriz de Análise de Risco, além de dar o passo-a-passo para o planejamento de uma campanha de mobilização.

  • Coding Rights - Tecnologia, Gênero e Direitos Humanos: o site está em manutenção, mas os conteúdos estão disponíveis no Medium.

  • Artigo 19: especialmente a seção de publicações oferece diversos recursos sobre segurança.

  • Protestos.org: uma iniciativa da Artigo 19 com diversas outras organizações que organizou uma série de orientações sobre direito a protesto, incluindo recomendações de segurança.

  • Abraji - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo: publicou um Manual de Segurança para a Cobertura de Protestos, com dicas valiosas.

  • Frontline Defenders: a organização dá suporte a defensores e defensoras de direitos humanos no mundo todo, e oferece alguns recursos no seu site.

Em inglês

  • Green and Black Cross: uma organização baseada no Reino Unido que oferece vários materiais sobre segurança e organização de movimentos.

  • Security in a Box: projeto da Frontline Defenders com a Tactical Tech é um guia de segurança digital para ativistas e pessoas defensoras dos direitos humanos no mundo inteiro, e já está traduzido a português!

  • Tactical Tech Collective: o site é cheeeeio de excelentes conteúdos relacionados a segurança digital, bem-estar e outros. Recomendo navegar pelo site todo e dar uma olhada nos projetos. Para cultura de segurança, vejam especialmente o projeto Segurança Holística.



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